ㅤ felipe

nunes

cantor, compositor, poeta, historiador e antropólogo. Sergipano radicado em Natal (RN), integrou durante dois anos o Sarau Insurgências Poéticas, que se notabilizou nos últimos anos com saraus multiartísticos promovidos no Rio Grande do Norte e Nordeste, e desenvolve pesquisa na linha de memórias, saberes locais, religiosidades e rituais no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRN.

Em abril de 2020, lançou Entropykos,  seu primeiro EP, onde busca celebrar a mistura de sonoridades e história que compõem o imaginário brasileiro. seu primeiro livro de poesia, o silêncio de onde acabo de voltar, chega em 2022 pela Editora Urutau.

 

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A hora da Estrela
Clarice Lispector

Aos quinze anos Clarice me tirou do conforto para jogar-me em questões existenciais que sacudiram as frágeis percepções sobre a vida que possuía. Foi um caminho sem volta e estimulou todo meu interesse pela literatura. Ainda me pergunto "quem sou eu?", e assim crio necessidades.

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a Rosa do Povo
Carlos Drummond de Andrade

Drummond é monumental. Sua escrita me atravessa os ossos e neurônios. Dentre tantos livros excepcionais, este carrega todo potencial e profundidade imagética, sensorial, experimentadora do velho poeta. Escrito em um mundo convulsionado, "penetra surdamente no reino das palavras".

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Bestiário
Julio Cortázar

O projeto literário de encontrar o "fantástico" no cotidiano remexeu minhas lentes oculares para novas possibilidades de escrita. Cortázar é um ponto de catarse para todes que se depararam com sua obra. Bestiário é um excelente compêndio para pensar a escrita para além das leis aristotélicas.

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Jóquei
Matilde Campilho

Este livro me ensinou sobre liberdade poética, capacidade de enxergar a poesia no cotidiano: encontro na praça, travessia de bicicleta, canto de uma baleia solitária. A forma como Matilde envolve mercúrio, dançarinos suspensos, a língua inglesa, português. A poesia sem limites!

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O alegre canto da perdiz
Paulina Chiziane

paulina conta a história de delfina ao mesmo tempo que narra a zambézia, áfrica, a colonização e sua brutalidade. josé dos montes, maria das dores, simba, moyo, eu, tu, nós, áfrica diáspora que se instala em nossas memórias, lança pedras sobre o futuro para balançar o presente.

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Arma para Maria
Socorro Trindad

Socorro, poeta potiguar, uma de tantas pouco divulgadas da nossa literatura. Neste livro escreve com o coração na boca e o sangue quente. Anseios, dores, ser mulher, revoluções, dilemas de um povo, gerações ditas de forma direta, visceral. Poesia como arma de demolição dos muros