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lorena
portela

escritora e jornalista

Nascida no Ceará, deixou Fortaleza em 2015 para viver em Lisboa, onde se especializou em Comunicação e Cultura. Após 5 anos na terra de Fernando Pessoa, mudou-se para Londres, onde mora hoje.

Foi na capital inglesa que ela escreveu Primeiro Eu Tive Que Morrer, seu romance de estreia, publicado de forma independente.

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O Quinze,
Rachel de Queiroz

Foi a primeira vez que me dei conta que a língua não é uma coisa engessada, é viva, e única, rica e bonita. Li Rachel escrevendo como minha vó falava, minha mãe fala, eu falo. Além, claro, do poder e da importância da obra.

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Morra, Amor,
Ariana Harwicz

Resolvi citar este recente porque a violência da Ariana é marcante. E aqui não falo da violência estilo Tarantino. É sobre o que se passa dentro da gente, que sequer temos coragem de externar. Quero aprender a escrever sem medo como ela.

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A Cor Púrpura,
Alice Walker

Uma história contada através de cartas escritas por uma adolescente negra, metade “endereçada” para Deus, outra metade para sua irmã, que foi seu grande amor. Uma pérola.

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Coletânea Para Gostar de Ler,
vários autores

Li tudo. Eu tinha, tenho até hoje, uma obsessão pela narração do cotidiano. Esse dia-a-dia, sem grandes acontecimentos aparentes, que dá tédio em tanta gente, tem efeito contrário sobre mim. A falsa banalidade me deixa atenta, acho que o gosto veio daí. Fora que essa coletânea evidencia um frescor dos cronistas brasileiros que me agrada muito.
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obra completa,
Lygia Fagundes Telles

Lygia tem tudo que eu mais gosto na literatura. A acidez, o drama, a força, a leveza, a elegância, a beleza. Não escolho um livro dela porque tudo que li dela até hoje me tocou.

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obra completa,
Agatha Christie

Sou fã de suspense em histórias escritas. Uma dose de mistério, algo que nos deixe intrigadas. Li muito Agatha Christie na adolescência e sempre que penso em criar um novo enredo, tenho a tendência de adicionar um toque sombrio ali. Acho que meus preferidos dela são “E Não Sobrou Nenhum” e “Morte na Praia”.