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essencial

joão victor barbosa

escritor

Nasceu no interior do estado de São Paulo, em 1993. Autor dos romances o amor vagabundo (2016), o deus cadela (2018), o deserto da meia-noite (2020), coxas de veludo (2021), entre outros. Não ganhou nenhum prêmio nem nada.

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História do olho,
Georges Bataille

Eu passei um dia inteiro numa biblioteca lendo este livro de uma só vez. É obsceno, absurdo, violento e, ao mesmo tempo, sensível como nenhuma outra coisa que eu já li. A cena inicial continua sendo sempre a minha favorita.

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Rútilo nada,
Hilda Hilst

Não há como não tocar no quesito favoritos sem falar da minha predileção pela obra da Hilda. Eu poderia citar tudo o que um dia ela já escreveu, mas acho que este conto em particular tem o essencial que é a loucura do amor atravessando a vida.

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Paranoia,
Roberto Piva

Aqui está tudo o que eu mais admiro em termos de poesia: surrealismos, uma forma livre à beira da confusão sensorial, sexo, loucura, escárnio, escatologia, mas também afago, ternura e saudade.

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O jardim de cimento,
Ian McEwan

O ambiente claustrofóbico, a tensão sexual e a pulsão erótica, tudo parece sair de um sonho bizarro que te persegue tempos depois de você acordar. E então forçar a volta para esse sonho sem saber como.

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Todos os fogos o fogo,
Julio Cortázar

Este volume de contos já começa com o meu preferido do autor. Tem algo de assustadoramente inevitável nesses oito contos que me lembra um apocalipse contemporâneo que parece estar cada vez mais próximo. Ou já tenha chegado.

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A maçã no escuro,
Clarice Lispector

O meu favorito da Clarice e o que mais tempo eu demorei para ler. Tem algo nele que parece um vórtice, uma viagem sem fim que funciona meio que como uma armadilha. Não sei explicar, só sei que parece mais um feitiço do que literatura.