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felipe andré silva

cineasta e poeta

nasceu em Pernambuco em 1991. No cinema dirigiu, entre outros, os longas Santa Monica (2015) e Passou (2020) e os curtas cinema contemporâneo (2019) e park slope (2021). Atuou como produtor e preparador de elenco em diversos projetos e escreve regularmente na revista cinética.

seu livro de estreia, sorry.gif, foi publicado pela Edições Macondo em 2020.

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meus documentos,
alejandro zambra

zambra tem o talento raro de ser um escritor politicamente implicado que prefere falar de pessoas e como elas lidam com o mundo antes de falar das armadilhas que surgem no entorno. é tudo gente, e tudo dói.

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como parar de atuar,
harold guskin

quase uma troca informal ao invés de guia ou manual, guskin fala sobre como encarar o texto com franqueza e sem tecnicismos pode ser mais proveitoso para o ator do que se prender a procedimentos que não conversam com ele. apesar do alvo, é essencial também para diretores.

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cão,
rafael mantovani

foi muito bom descobrir que nem toda poesia bicha precisava ser combativa e anáquica. falar sobre amar homens e sofrer por eles e se querer delicado, erudito, enjoado, alegre, pleno, frustrado também caberia. não fosse o rafael eu nunca teria escrito nada.

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apenas o fim do mundo,
jean-luc lagarce

o teatro como tribunal, purgatório, festa de família, funeral em vida. absolutamente cortante em sua franqueza quando usa aqueles parentes como adagas, apontando para o filho, o ameaçam, o retalham. às vezes não tem como falar, o que resta é escutar.

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asterios polyp,
david mazzucchelli

um homem que me amava comprou esse livro para mim um dia, mas deixou para me entregar quando deixou de me amar e encheu a cópia de notas sobre o que vivemos juntos, o que só potencializa a história do mazzucchelli. às vezes não é pra ser, mas o que deu pra ser já foi belo.

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o amor dos homens avulsos,
victor heringer

em outro universo estamos eu, victor, outras pessoas dele, meus outros mortos, deitados sob uma árvore, desenhando coisas no céu, trocando gentilezas. é isso esse livro: trocar gentilezas, chorar também, desenhar coisas no céu.